No último quartel do século XIX, Lisboa vivia uma rápida transformação cultural. A burguesia olhava para as grandes capitais europeias como referência, multiplicavam-se as sociedades filarmónicas e a vida associativa ganhava força. A música clássica era entendida como sinal de progresso e formação cultural.
Foi neste ambiente que um grupo de entusiastas reuniu músicos no Clube Guilherme Cossoul para formar uma orquestra de amadores. A experiência permitiu criar uma prática musical regular e mostrou que havia público, músicos e vontade para desenvolver uma instituição mais estruturada.
A orquestra tornou-se o embrião direto da futura Academia de Amadores de Música. O que começou como uma iniciativa associativa transformou-se, apenas um ano depois, num projeto institucional destinado ao ensino, à prática e à divulgação musical.
1883
Orquestra do Clube Guilherme Cossoul
Em 1883, um grupo de entusiastas cria no Clube Guilherme Cossoul uma orquestra de amadores, reunida pela vontade de praticar e divulgar música regularmente.
O sucesso da iniciativa revela que Lisboa estava pronta para um projeto musical mais ambicioso e permanente, abrindo caminho à fundação da Academia no ano seguinte.